Nome da Doença: Secreção salivar (aumenta quando pouca) (ajuda nos sintomas)
 
 
Tratamento: A literatura indica o AGRIÃO como estimulante salivar, pois esta planta é muito polivalente em componentes orgânicos que atuam em diversas linha do metabolismo humano. Ver melhores dados desta planta neste site, sobre sua forma de uso.
 
 
Sintomas: Na cavidade oral encontram-se as 6 glândulas muito importantes envolvidas na salivação, sendo elas: 2 parótidas, 2 submandibulares e 2 sublinguais, existem também as glândulas bucais. A unidade estrutural dessas é chamada de adenômeros. Essas glândulas são formadas por uma porção secretora (ácino, constituído por células epiteliais granulares) e por ductos intercalados, estriados e excretores (AIRES, 1999), esses serão explicados à frente. As glândulas parótidas, submandibulares e sublinguais contribuem, respectivamente, com 25, 75 e 5% da saliva total produzida diariamente (AIRES, 1999). A secreção salivar é produzida continuamente num volume de 1000ml a 1500ml diariamente. O pH da saliva é neutro e segundo AIRES, 1999, esse pH varia de 6,0 a 7,4. A saliva é composta de proteínas de ação enzimática e sais minerais (AIRES, 1999). Existem dois tipos de saliva sendo elas: 1. secreção serosa, que contém a alfa amilase salivar (enzima que participa na digestão do amido); e 2. secreção mucosa que secreta muco que está envolvido com a lubrificação e proteção da cavidade bucal principalmente. Cada glândula libera um tipo de secreção. As parótidas secretam a parte serosa, as submandibulares liberam tanto um tipo como o outro, as glândulas sublinguais e as bucais liberam apenas o muco. Segundo BENNE e LEVY, 1998, a amilase salivar é liberada pelas células acinares serosas que possuem grânulos de zimogênio que contem a enzima. Esses grânulos ficam localizados no citoplasma apical dessas células. Quando a secreção da glândula é estimulada, os grânulos de zimogênio se fundem como a membrana plasmática e liberam seu conteúdo, que será lançado no lúmem do segmento terminal secretório por exocitose. A saliva contém alguns íons entre eles o potássio e o bicarbonato em grandes quantidades e sódio e cloreto em concentrações baixas. A secreção salivar ocorre em dois estágios: o primeiro pelos ácinos e o segundo pelos ductos salivares. Os ácinos secretam a saliva que compreende as enzimas salivares em soluções iônicas. Os mecanismos de controle nas células acinares serosas se dão por: acetil-colina, norepinefrina, substância P e VIP que são liberados nas glândulas salivares por terminações nervosas específicas. Cada um deles eleva a secreção de amilase salivar e o fluxo de saliva (BUNNE et LEVY, 1998). Essa secreção primária pode fluir pelos ductos, e quando isso acontece ocorre dois tipos de transporte ativo que alteram significantemente as concentrações iônicas da secreção. Primeiramente, os íons sódio são rigorosamente reabsorvidos dos ductos e os íons potássio são ativamente secretados neles, em troca pelo sódio. Por isso, a concentração salivar de sódio e a de íons cloreto diminui, enquanto que a de íons potássio aumenta. Em segundo, os íons bicarbonato são secretados nos ductos; este processo é catalisado pela anidrase carbônica encontrada nas células epiteliais dos ductos. Durante a secreção de íons bicarbonato, ainda mais íons cloreto são passivamente absorvidos dos ductos em troca dos íons bicarbonato (GUYTON et HALL, 1976). A aldosterona em excesso, atuando sobre os ductos estriados, produz reabsorção acentuada de sódio e cloro, podendo causar redução de suas concentrações a níveis muito baixos, enquanto que há aumento considerável da secreção de potássio (AIRES, 1991). Fator importante para a secreção salivar é o adequado estado das glândulas, propiciado pelo suprimento sanguíneo durante a atividade secretora. Pela atividade das células salivares, há liberação de um polipeptídio, a calicreína, que, atuando enzimaticamente no substrato alfa2- globulina sanguínea, libera um polipeptídio, a bradicinina, potente vasodilatador (AIRES, 1999). A saliva secretada, quase sempre, é do tipo mucoso. A salivação ocorre todo o tempo até em condições basais (liberação de 1ml/min de saliva). Esse muco protege os tecidos da boca que contém muitas e diferentes bactérias patogênicas. O fluxo salivar elimina essas bactérias ou pelo íon tiocinato ou por uma enzima que ataca as mesmas ou ajuda o tiocinato a penetrar nas bactérias, tornando-se assim bactericida. Quando não ocorre a salivação ocorrem infecções orais, cáries dentárias e podem surgir úlceras na cavidade da boca. As vias nervosas participam na regulação da secreção salivar; as glândulas submandibulares e sublinguais são controladas por impulsos nervosos das porções superiores dos núcleos salivares; as parótidas pela parte inferior dos mesmos núcleos. Os estímulos gustativos e táteis da língua, estimulam os núcleos salivatórios que se localizam na junção da medula oblonga com a ponte. A maioria dos estímulos gustativos, sobretudo o sabor ácido, provoca a secreção copiosa de saliva, freqüentemente até 5ml por minuto, ou 8 a 20 vezes mais do que a taxa basal de secreção. Certos estímulos táteis, como a presença de objetos lisos na boca, também causam salivação importante, enquanto que objetos ásperos provocam menos salivação e, ocasionalmente, até mesmo a inibem (GUYTON et HALL, 1976). Os impulsos que chegam aos núcleos salivares podem ser de estímulo ou inibição da salivação. Um exemplo é o indivíduo que sente um odor ou vê um alimento que gosta muito, nesse caso há um estimulo para liberação de secreção salivar. A inibição pode acontecer se o indivíduo detesta certo alimento. A área do apetite do cérebro, que regula parcialmente estes efeitos, localiza-se muito perto dos centros parassimpáticos do hipotálamo anterior e funciona, em grande parte, em resposta aos sinais das áreas de sabor e odor do córtex cerebral ou das amídalas (GUYTON et HALL, 1976). A salivação ocorre também em resposta aos reflexos que são originados no estômago ou parte superior do intestino delgado; quando há alguma substância irritável ao trato gastrintestinal ou até mesmo náuseas por anormalidades no mesmo, a saliva ajuda na neutralização ou diluição de fatores irritantes. A estimulação dos nervos, tanto simpáticos quanto parassimpáticos, que vão para as glândulas salivares, ativa a secreção salivar, porém os efeitos dos nervos parassimpáticos são mais rigorosos e mais prolongados. A interrupção dos nervos simpáticos não afeta a função das glândulas salivares. Se a inervação parassimpática for interrompida, porém a salivação será profundamente afetada e as glândulas salivares se atrofiarão (BUNNE et LEVY, 1998). Pela estimulação (direta ou reflexo) do sistema nervoso simpático, há uma vasoconstrição acentuada, ocorrendo uma saliva pouco volumosa, causando a sensação de boca seca. Ao contrário, a estimulação parassimpática provoca a vasodilatação glandular, ocasionando a produção de secreção salivar abundante e bastante diluída. A estimulação parassimpática faz aumentar a síntese e secreção da alfa amilase salivar e de mucinas, intensifica as atividades de transporte do epitélio canicular, faz aumentar, por muito, o fluxo sangüíneo para as glândulas e estimula o metabolismo e o crescimento das glândulas (BUNNE et LEVY, 1998). A estimulação, tanto simpática como parassimpática, causa contração das células mioepiteliais que circunda os ácinos. Essa contração ajuda a lançar o conteúdo acinar nos canais e, dessa forma, aumentar o fluxo salivar (BUNNE et LEVY, 1998). fonte:www.nutrimais.com.br
 
 
Dieta e Recomendações:
 

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